segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Estudos mostram que o uso do salto alto é benéfico








    Para a felicidade das mulheres, após enumerar em postagens anteriores os malefícios causados pelo salto alto, veio hoje mostrar que " andar nas alturas" pode também ser benéfico.

   Pesquisas iniciadas há dois anos pelo professor e cirurgião vascular João Potério Filho, do Departamento de Cirurgia Vascular do Hospital das Clínicas (HC) da Unicamp, mostram que o uso do salto alto reduz a pressão nas veias das pernas e tem grande poder terapêutico. Potério e sua equipe desenvolveram um novo método, denominado "Estudo de Marcha", por meio do qual pessoas com ou sem histórico de varizes e dores nas pernas, caminham sobre uma esteira que registra a pressão interna das veias.
   Trata-se de um método que não usa agulha, apenas manguitos de ar colocados sobre a perna da paciente e conectados ao computador. A compressão nas veias é medida antes e depois de cada teste, no qual as mulheres, usando saltos de 7 cm e 10 cm, caminham durante um minuto na esteira. Depois, descalças, repetem os testes. Com o salto, segundo explicações do médico, o pé balança lateralmente, os músculos funcionam de forma adequada, e a pressão nas veias, conseqüentemente, é significativamente menor.
     O professor João Potério observa que o uso do salto alto proporciona maior contração muscular, o que aumenta em até 30% a eficiência do bombeamento do sangue. Esse movimento, que ocorre por ação direta da contração muscular das pernas atuando sobre as veias, faz com que o sangue retorne para o coração com maior pressão, não permitindo a sua volta por ação das válvulas. Dessa forma, enquanto a pessoa anda, ocorrerá o bombeamento e a pressão nas veias das pernas permanece muito baixa, diminuindo a chance de aparecer qualquer edema (infiltração de líquido semelhante ao soro sanguíneo).
     Os pesquisadores concluíram que o salto alto dos sapatos corrige certos defeitos como o pé chato, o genuvarum (deformação do membro inferior caracterizada por um desvio para fora da perna, com saliência do joelho para dentro), assim como o conhecido joanete. "Verificamos ainda que as pessoas, permanecendo com o calcanhar mais elevado, conseguem pressionar os pés para frente de forma a diminuir a pressão nas veias e, ao final do dia, podem ficar sem dor ou edema", explica o professor.
   Potério salienta que quando uma pessoa usa sapatos de salto alto automaticamente assume uma postura diferente e, com isso, acaba corrigindo possíveis defeitos ortopédicos, uma vez que é obrigada a contrair os músculos da perna com mais força. A coluna lombar, ao nível das costas, é que vai absorver essa diferença, de modo a ficar ereta.

     Um dos sinais de que a mulher não está adaptada ao sapato que usa é a postura. Se estiver com o tronco muito para frente e com a lombar muito curva (bumbum empinado), é indício de que está fazendo muito mais esforço para caminhar”, orienta o especialista.
  Além disso, segundo uma pesquisa feita pela urologista italiana Maria Cerruto, o uso freqüente do calçado fortalece a musculatura pélvica e pode provocar um impacto positivo sobre a vida sexual feminina." Do ponto de vista urológico, uma diferente posição do tornozelo pode influenciar a atitude do pavimento pélvico", defende ela. A região, relacionada com o orgasmo, é conhecida como "musculatura do prazer". 



    Na controvertida pesquisa italiana, da qual participaram 66 mulheres, com menos de 50 anos, a urologista detalha o tamanho do salto ideal para o fortalecimento dos músculos pélvicos. De acordo com os cálculos dela, "o salto não deve ser superior a 7cm, isto é, deve haver uma inclinação da articulação de cerca de 10 ou 15 graus para que a paciente esteja confortável. O salto de cerca de 4 ou 5 cm seria o ideal". 
    As mulheres foram colocadas em pé e paradas, em uma rampa que simulava a altura e a inclinação de um salto com 5 centímetros de altura. Após testes intercalados , mudando a altura e o tempo de exposição, os pesquisadores perceberam que para cada variação de situação, havia um reflexo diferente na musculatura da região pélvica. De acordo com a pesquisa, publicada na revista especializada inglesa European Urology, o efeito positivo não é maior se o salto for mais alto; deve haver uma proporção entre o tamanho do pé e a altura do sapato. Para os pesquisadores, o estudo pode ser um ponto de partida para a descoberta de exercícios e técnicas que estimulem a região pélvica e ajude as mulheres a se realizarem na vida sexual.
 
 
A opinião de outros especialistas -
 
 
    Para a ortopedista Evelin Goldenberg, doutora em reumatologia pela Unifesp e profissional do Hospital Albert Einstein, a pesquisa é inconclusiva. "Seria necessário analisar umas 4 mil mulheres para se fazer uma afirmação como essa. O uso contínuo do salto é perigoso. Ele aumenta a chance de torcer o tornozelo, expõe a quedas freqüentes, o que é preocupante para quem apresenta osteoporose. O salto também acentua a curvatura da coluna, agravando as dores nas costas, e ainda encurta os músculos da panturrilha. Salto alto é um vilão, mas pode ser usado com moderação, como em festas".
   O presidente da Sociedade Brasileira de Ginecologia Endócrina, o médico Elsimar Coutinho, não descarta a possível relação entre o uso do salto alto e o fortalecimento da pélvis. "Ao subir no salto, o corpo é projetado para a frente e a mulher, no esforço para equilibrar-se, faz uma contração isométrica. O esforço isométrico é um poderoso estimulante e pode reforçar a musculatura pélvica, mas o sexo bom não se mede apenas pela aptidão física. Há fatores hormonais, psicológicos", observa. 
 
 
 
 
 Ao se estabelecer uma relação entre malefícios e benefícios do salto alto para a saúde feminina, conclui-se que é necessário estabelecer um equilíbrio entre elegância e saúde, fazendo uso então de calçados mais altos e mais baixos. Sendo assim, evita-se que o pé se acostume somente com um tipo de salto e a mulher então não peca pelo excesso.





FONTES: http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/setembro2003/ju229pg11b.html#top
 
http://www.correiodoestado.com.br/noticias/com-ate-5-cm-saltos-nao-prejudicam-saude-e-podem-trazer-bene_130161/

http://www.portaleducacao.com.br/educacao/noticias/20450/salto-alto-fortalece-musculatura-pelvica-indica-pesquisa

http://linkpink.com.br/e-muito-chique/salto-alto-estimula-os-musculos-do-prazer
 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Venda de sapato de salto alto para crianças poderá ser proibida






     A Câmara analisa projeto que proíbe a venda de sapatos femininos com saltos altos para crianças. Pela proposta (Projeto de Lei 1885/11), do deputado Décio Lima (PT-SC), a altura do salto de calçados para crianças não poderá ser superior a dois centímetros. O projeto considera criança a pessoa com até 12 anos incompletos.


Décio Lima aponta problemas ligados ao uso de saltos


     Pelo descumprimento da determinação, os infratores poderão pagar multa, ser proibidos de fabricar o produto, ou ter a licença do estabelecimento cassada. Além disso, poderão ser punidos com penas de detenção de seis meses a dois anos. De acordo com o projeto, incorrerá nas mesmas penas quem patrocinar a oferta desses calçados. A multa poderá ser de R$ 200 por par de sapatos comercializado.
   A publicidade de calçados femininos com salto superior a dois centímetros, conforme o projeto, devem trazer “informações claras, corretas, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre os riscos à saúde e à segurança decorrentes de sua utilização por crianças”.
O deputado Décio Lima informa que já há algum tempo a Medicina tem apontado os males trazidos mesmo às mulheres adultas pelo uso de sapatos de saltos altos. Os riscos à saúde provocados por este acessório são ainda mais graves, porém, quando se trata de crianças, segundo o autor do projeto. “A estrutura óssea infantil deforma-se com facilidade, de forma que a sobrecarga na parte da frente do pé provocada pelo uso de sapatos de saltos altos por meninas pode causar deformações só corrigíveis por cirurgia”, informa o parlamentar.

Encurtamento dos ligamentos
   Segundo ele há, ainda, a possibilidade de o pé sofrer um processo degenerativo, com o alargamento da base e o encurtamento dos ligamentos. “Igualmente nocivos são os efeitos dos saltos altos sobre a coluna infantil, consistindo no aumento da curvatura da região lombar em decorrência da projeção para a frente do centro de gravidade corporal, o que pode gerar dores e, até mesmo, mudanças na posição da coluna”, complementa o deputado.
  
“Erotização precoce”
   De acordo com Décio Lima, os alertas médicos costumam, no entanto, “ser abafados pela estridência da indústria da moda, que, de maneira ditatorial, molda os gostos de crianças e reduz o poder de reação dos pais”.
   Ele aponta ainda para o processo de erotização precoce de meninos e meninas que vem ocorrendo nos últimos anos e diz que “o vestuário incompatível com a fase de formação física, moral e psicológica” das crianças tem sido uma das maneiras de disseminar esta cultura. “O uso de sapatos de saltos altos por meninas, ainda crianças, é apenas uma das vertentes escabrosas desta perda de referências em nossa sociedade”, protesta o autor do projeto.

Tramitação
  O projeto tramita em caráter conclusivo e será examinado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Fonte: http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/SAUDE/206350-VENDA-DE-SAPATO-DE-SALTO-ALTO-A-CRIANCAS-PODERA-SER-PROIBIDA.html


Veja a reportagem exibida pelo SBT Brasil


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"  Por mais que seja difícil de entender, as filhas não são miniaturas de suas mães. Não merecem carregar o peso de suas expectativas, nem merecem projetar a vaidade desmedida delas. Assim como os saltos altos, a obscessão por maquiagem, roupas de grife e cabelos impecáveis, não é natural da infância. Ora, deixem as crianças serem o que elas são, livres de futilidades, de sensualidade e de consumismo. Mães tenham calma! A infância já é tão curta, não apressem o inevitável. Dêem a seus filhos e principalmente as suas filhas, o tempo que eles precisam para serem apenas crianças. " (Rachel Sheherazade)