segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Estudos mostram que o uso do salto alto é benéfico








    Para a felicidade das mulheres, após enumerar em postagens anteriores os malefícios causados pelo salto alto, veio hoje mostrar que " andar nas alturas" pode também ser benéfico.

   Pesquisas iniciadas há dois anos pelo professor e cirurgião vascular João Potério Filho, do Departamento de Cirurgia Vascular do Hospital das Clínicas (HC) da Unicamp, mostram que o uso do salto alto reduz a pressão nas veias das pernas e tem grande poder terapêutico. Potério e sua equipe desenvolveram um novo método, denominado "Estudo de Marcha", por meio do qual pessoas com ou sem histórico de varizes e dores nas pernas, caminham sobre uma esteira que registra a pressão interna das veias.
   Trata-se de um método que não usa agulha, apenas manguitos de ar colocados sobre a perna da paciente e conectados ao computador. A compressão nas veias é medida antes e depois de cada teste, no qual as mulheres, usando saltos de 7 cm e 10 cm, caminham durante um minuto na esteira. Depois, descalças, repetem os testes. Com o salto, segundo explicações do médico, o pé balança lateralmente, os músculos funcionam de forma adequada, e a pressão nas veias, conseqüentemente, é significativamente menor.
     O professor João Potério observa que o uso do salto alto proporciona maior contração muscular, o que aumenta em até 30% a eficiência do bombeamento do sangue. Esse movimento, que ocorre por ação direta da contração muscular das pernas atuando sobre as veias, faz com que o sangue retorne para o coração com maior pressão, não permitindo a sua volta por ação das válvulas. Dessa forma, enquanto a pessoa anda, ocorrerá o bombeamento e a pressão nas veias das pernas permanece muito baixa, diminuindo a chance de aparecer qualquer edema (infiltração de líquido semelhante ao soro sanguíneo).
     Os pesquisadores concluíram que o salto alto dos sapatos corrige certos defeitos como o pé chato, o genuvarum (deformação do membro inferior caracterizada por um desvio para fora da perna, com saliência do joelho para dentro), assim como o conhecido joanete. "Verificamos ainda que as pessoas, permanecendo com o calcanhar mais elevado, conseguem pressionar os pés para frente de forma a diminuir a pressão nas veias e, ao final do dia, podem ficar sem dor ou edema", explica o professor.
   Potério salienta que quando uma pessoa usa sapatos de salto alto automaticamente assume uma postura diferente e, com isso, acaba corrigindo possíveis defeitos ortopédicos, uma vez que é obrigada a contrair os músculos da perna com mais força. A coluna lombar, ao nível das costas, é que vai absorver essa diferença, de modo a ficar ereta.

     Um dos sinais de que a mulher não está adaptada ao sapato que usa é a postura. Se estiver com o tronco muito para frente e com a lombar muito curva (bumbum empinado), é indício de que está fazendo muito mais esforço para caminhar”, orienta o especialista.
  Além disso, segundo uma pesquisa feita pela urologista italiana Maria Cerruto, o uso freqüente do calçado fortalece a musculatura pélvica e pode provocar um impacto positivo sobre a vida sexual feminina." Do ponto de vista urológico, uma diferente posição do tornozelo pode influenciar a atitude do pavimento pélvico", defende ela. A região, relacionada com o orgasmo, é conhecida como "musculatura do prazer". 



    Na controvertida pesquisa italiana, da qual participaram 66 mulheres, com menos de 50 anos, a urologista detalha o tamanho do salto ideal para o fortalecimento dos músculos pélvicos. De acordo com os cálculos dela, "o salto não deve ser superior a 7cm, isto é, deve haver uma inclinação da articulação de cerca de 10 ou 15 graus para que a paciente esteja confortável. O salto de cerca de 4 ou 5 cm seria o ideal". 
    As mulheres foram colocadas em pé e paradas, em uma rampa que simulava a altura e a inclinação de um salto com 5 centímetros de altura. Após testes intercalados , mudando a altura e o tempo de exposição, os pesquisadores perceberam que para cada variação de situação, havia um reflexo diferente na musculatura da região pélvica. De acordo com a pesquisa, publicada na revista especializada inglesa European Urology, o efeito positivo não é maior se o salto for mais alto; deve haver uma proporção entre o tamanho do pé e a altura do sapato. Para os pesquisadores, o estudo pode ser um ponto de partida para a descoberta de exercícios e técnicas que estimulem a região pélvica e ajude as mulheres a se realizarem na vida sexual.
 
 
A opinião de outros especialistas -
 
 
    Para a ortopedista Evelin Goldenberg, doutora em reumatologia pela Unifesp e profissional do Hospital Albert Einstein, a pesquisa é inconclusiva. "Seria necessário analisar umas 4 mil mulheres para se fazer uma afirmação como essa. O uso contínuo do salto é perigoso. Ele aumenta a chance de torcer o tornozelo, expõe a quedas freqüentes, o que é preocupante para quem apresenta osteoporose. O salto também acentua a curvatura da coluna, agravando as dores nas costas, e ainda encurta os músculos da panturrilha. Salto alto é um vilão, mas pode ser usado com moderação, como em festas".
   O presidente da Sociedade Brasileira de Ginecologia Endócrina, o médico Elsimar Coutinho, não descarta a possível relação entre o uso do salto alto e o fortalecimento da pélvis. "Ao subir no salto, o corpo é projetado para a frente e a mulher, no esforço para equilibrar-se, faz uma contração isométrica. O esforço isométrico é um poderoso estimulante e pode reforçar a musculatura pélvica, mas o sexo bom não se mede apenas pela aptidão física. Há fatores hormonais, psicológicos", observa. 
 
 
 
 
 Ao se estabelecer uma relação entre malefícios e benefícios do salto alto para a saúde feminina, conclui-se que é necessário estabelecer um equilíbrio entre elegância e saúde, fazendo uso então de calçados mais altos e mais baixos. Sendo assim, evita-se que o pé se acostume somente com um tipo de salto e a mulher então não peca pelo excesso.





FONTES: http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/setembro2003/ju229pg11b.html#top
 
http://www.correiodoestado.com.br/noticias/com-ate-5-cm-saltos-nao-prejudicam-saude-e-podem-trazer-bene_130161/

http://www.portaleducacao.com.br/educacao/noticias/20450/salto-alto-fortalece-musculatura-pelvica-indica-pesquisa

http://linkpink.com.br/e-muito-chique/salto-alto-estimula-os-musculos-do-prazer
 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Venda de sapato de salto alto para crianças poderá ser proibida






     A Câmara analisa projeto que proíbe a venda de sapatos femininos com saltos altos para crianças. Pela proposta (Projeto de Lei 1885/11), do deputado Décio Lima (PT-SC), a altura do salto de calçados para crianças não poderá ser superior a dois centímetros. O projeto considera criança a pessoa com até 12 anos incompletos.


Décio Lima aponta problemas ligados ao uso de saltos


     Pelo descumprimento da determinação, os infratores poderão pagar multa, ser proibidos de fabricar o produto, ou ter a licença do estabelecimento cassada. Além disso, poderão ser punidos com penas de detenção de seis meses a dois anos. De acordo com o projeto, incorrerá nas mesmas penas quem patrocinar a oferta desses calçados. A multa poderá ser de R$ 200 por par de sapatos comercializado.
   A publicidade de calçados femininos com salto superior a dois centímetros, conforme o projeto, devem trazer “informações claras, corretas, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre os riscos à saúde e à segurança decorrentes de sua utilização por crianças”.
O deputado Décio Lima informa que já há algum tempo a Medicina tem apontado os males trazidos mesmo às mulheres adultas pelo uso de sapatos de saltos altos. Os riscos à saúde provocados por este acessório são ainda mais graves, porém, quando se trata de crianças, segundo o autor do projeto. “A estrutura óssea infantil deforma-se com facilidade, de forma que a sobrecarga na parte da frente do pé provocada pelo uso de sapatos de saltos altos por meninas pode causar deformações só corrigíveis por cirurgia”, informa o parlamentar.

Encurtamento dos ligamentos
   Segundo ele há, ainda, a possibilidade de o pé sofrer um processo degenerativo, com o alargamento da base e o encurtamento dos ligamentos. “Igualmente nocivos são os efeitos dos saltos altos sobre a coluna infantil, consistindo no aumento da curvatura da região lombar em decorrência da projeção para a frente do centro de gravidade corporal, o que pode gerar dores e, até mesmo, mudanças na posição da coluna”, complementa o deputado.
  
“Erotização precoce”
   De acordo com Décio Lima, os alertas médicos costumam, no entanto, “ser abafados pela estridência da indústria da moda, que, de maneira ditatorial, molda os gostos de crianças e reduz o poder de reação dos pais”.
   Ele aponta ainda para o processo de erotização precoce de meninos e meninas que vem ocorrendo nos últimos anos e diz que “o vestuário incompatível com a fase de formação física, moral e psicológica” das crianças tem sido uma das maneiras de disseminar esta cultura. “O uso de sapatos de saltos altos por meninas, ainda crianças, é apenas uma das vertentes escabrosas desta perda de referências em nossa sociedade”, protesta o autor do projeto.

Tramitação
  O projeto tramita em caráter conclusivo e será examinado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Fonte: http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/SAUDE/206350-VENDA-DE-SAPATO-DE-SALTO-ALTO-A-CRIANCAS-PODERA-SER-PROIBIDA.html


Veja a reportagem exibida pelo SBT Brasil


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"  Por mais que seja difícil de entender, as filhas não são miniaturas de suas mães. Não merecem carregar o peso de suas expectativas, nem merecem projetar a vaidade desmedida delas. Assim como os saltos altos, a obscessão por maquiagem, roupas de grife e cabelos impecáveis, não é natural da infância. Ora, deixem as crianças serem o que elas são, livres de futilidades, de sensualidade e de consumismo. Mães tenham calma! A infância já é tão curta, não apressem o inevitável. Dêem a seus filhos e principalmente as suas filhas, o tempo que eles precisam para serem apenas crianças. " (Rachel Sheherazade)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

HOMENAGEM AO DIA DO FISIOTERAPEUTA








FISIOTERAPEUTAS são ANJOS



Fisioterapeutas são anjos que nos ajudam.
Nos ajudam a entender que, apesar da queda, sempre nos ajudarão a levantar.
Nos ajudam a redescobrir os valores da vida, quando tudo parece estar perdido.
A ter paciência diante dos obstáculos.
A resgatar o amor próprio e a força de vontade.
A reconhecer que o corpo humano é algo espetacular.
Nos ajudam a perceber que a dor se torna frágil diante de suas mãos e a acreditar
que as cicatrizes são marcas de grandes vitórias.
A fortalecer, repotencializar e reeducar não só o nosso corpo, mas também a alma!
A resolver deficiências.
A acreditar que Deus existe!
A relaxar mesmo depois de um dia muito difícil. A encher os pulmões de esperança!
A drenar e expirar o sofrimento.
A viver o presente, sem temer o futuro. A alcançar a independência.
A prevenir a doença, tratar o corpo e recuperar a auto-estima.
A utilizar os elementos da natureza a nosso favor.
A acreditar que o mais simples toque de suas mãos faz toda a diferença.

 
 
Autora: Fernanda Póvoa



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Fonte:  http://fisioterapia.com/videos/pagina/3
 






Na sua postura, a confiança. No seu cuidado, a esperança. Parabéns a todos os profissionais e acadêmicos de fisioterapia pelo seu grande dia!















quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Venda de Drenagem Linfática é proibida em sites

A proibição da venda de pacotes de drenagem linfática em sites de compras coletivas foi determinada pelo Coffito      


Janyne Godoy

Passado o entusiasmo com a novidade que diversos sites oferecem com as compras coletivas, pelas quais é possível comprar desde equipamentos a produtos e serviços, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito) publicou no Diário Oficial da União que proíbe a venda de serviços de fisioterapia e terapia ocupacional em sites de compra coletiva. Segundo o conselho, esses serviços, que incluem o pilates, drenagem linfática, acupuntura, entre outros, não poderão mais ser vendidos se oferecidos por profissionais da área da fisioterapia.

De acordo com a conselheira do Coffito, Perla Teles, a resolução do conselho atinge os profissionais da fisioterapia e da terapia ocupacional. “Quando essas atividades são efetuadas por outras ocupações, quem fiscaliza é a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ou até o Conselho de Medicina, se for da área médica”, explica.

Segundo a fisioterapeuta, tratamentos como a drenagem linfática nem sempre possuem finalidade estética. “Por isso, decidimos que nossos profissionais não poderão mais oferecer esse serviços por uma questão de prevenção à saúde da população. Queremos que o atendimento aconteça com consulta, avaliação, diagnóstico e que o profissional determine qual vai ser a forma de tratamento”, afirma.

Com essa medida, está vetada a venda de pacotes de pilates, uma técnica de exercícios que deve ser aplicada por fisioterapeutas, além da drenagem linfática e outros tratamentos que se utilizam de equipamentos de eletroterapia, que utilizam correntes elétricas em tratamentos terapêuticos, e o Manthus, um equipamento computadorizado de ultrassom para redução de medidas.

Tratamentos que se utilizam do calor, termoterapia, e ainda a acupuntura, método que utiliza agulhas, também não poderão ser mais oferecidos em sites de compras coletivas por fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.

“A drenagem linfática não é feita somente com objetivo estético. Mas, mesmo no caso da estética, a celulite, por exemplo, é uma doença que provoca dores, vários incômodos, podendo haver ainda outras patologias associadas. Achamos que isso deve ser avaliado antes de se iniciar um tratamento”, diz.

Ainda conforme a integrante do Coffito, há discussões com a Anvisa para que haja um controle mais restritivo no oferecimento desses tratamentos. “A ideia é levar isso adiante, conforme recebidas denúncias de tratamentos com problemas, como aconteceu com as câmaras de bronzeamento”, afirma.

A resolução do conselho leva ainda em conta as normas que regram a atividade, como referencial de cobrança de honorários, com o intuito de inibir a concorrência desleal.

Para a fisioterapeuta Telma Cassab, o importante é que o paciente passe por uma avaliação prévia para se diagnosticar se há alguma indicação para aquele tratamento. “Muitas vezes a pessoa busca um tratamento que não é indicado para ela, como por exemplo pessoas com hipertensão ou ainda que usam marcapasso”, fala Telma Cassab.

“O ideal é que a pessoa procure clínicas com profissionais capacitados e habilitados para desenvolver tal atividade”, destaca.

“Acho que a ideia de proibir a venda desses pacotes é tentar ao máximo preservar o próprio cliente, para que ele busque esses tratamentos por motivos específicos”, salienta.





FONTE: http://jornalcidade.uol.com.br/rioclaro/dia-a-dia/tecnologia/81507--Venda-de-drenagem-linfatica-e-proibida-em-sites---

sábado, 24 de setembro de 2011

A má postura associada a obesidade na infância e na adolescência










        A obesidade pode ser definida como uma enfermidade crônica que se caracteriza por acúmulo excessivo de gordura, determinando um comprometimento de saúde, ao passo que o sobrepeso constitui uma fase préobesidade. O excesso de gordura e de peso corporal é acompanhado de maior suscetibilidade a uma série de disfunções crônico-degenerativas que elevam os índices de morbidade e mortalidade. Em crianças obesas, verifica-se a presença das mesmas complicações observadas na população adulta que se encontra acima do peso, sendo mais freqüentes hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, diabetes melito, aumento de lipoproteínas de baixa intensidade, diminuição de proteínas de alta intensidade, doenças pulmonares inflamatórias,além de distúrbios osteoarticulares (Cicca, 2007; João, 2007; Sacco, 2007).
         Estudos publicados pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia indicam que houve um aumento alarmante na incidência de obesidade no Brasil. A prevalência da obesidade infanto-juvenil no Brasil, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (apud Giugliano & Melo), subiu 240% nas últimas duas décadas. No Brasil, as crianças mais atingidas pela obesidade ainda pertencem às classes sociais privilegiadas, apesar da tendência recente de uma mudança nesse perfil. O substancial incremento nessa taxa decorre principalmente de mudanças no estilo de vida da população, associadas a um ambiente que fomenta hábitos sedentários, com diminuição da freqüência da atividade física e aquisição de hábitos alimentares inadequados, caracterizados pela substituição das refeições por lanches mal balanceados, pela troca de alimentos tradicionais da cultura brasileira por dietas de alto valor calórico com pouco valor nutricional, e pelo consumo de doces e guloseimas (Cicca, 2007; João, 2007; Sacco, 2007).




        Embora sejam poucos os estudos específicos sobre o impacto da obesidade no sistema musculoesquelético infantil,Wearing et. al descrevem que muitas adaptações podem ocorrer na organização postural dessas crianças, como alterações no alinhamento e na estrutura dos quadris, joelhos, tornozelos e pés, provocando dor, desconforto, ineficiência da biomecânica corporal e consequente redução da mobilidade. Ademais, crianças com sobrepeso e obesidade (SO) apresentam maior dificuldade de controle postural, possivelmente, influenciada pela deficitária propriocepção nos joelhos, comumente observada (Martinelli et al, 2011).
        A boa postura é o estado de equilíbrio muscular e esquelético que protege as estruturas de suporte do corpo contra lesão ou deformidade progressiva independente da atitude (ereta, deitada, agachada, encurvada) nas quais essas estruturas estão trabalhando ou repousando. Sob tais condições, os músculos funcionam mais eficientemente e posições ideais são proporcionadas para os órgãos torácicos e abdominais. A má postura é uma relação defeituosa entre várias partes do corpo, que produz uma maior tensão sobre as estruturas de suporte e onde ocorre um equilíbrio menos eficiente do corpo sobre sua base de suporte (Kussuki, 2007; João, 2007; Cunha, 2007).
        Estudos mostram que a obesidade tende a continuar na fase adulta se não for convenientemente controlada, levando ao aumento da morbidade e diminuição da expectativa de vida (Cicca, 2007; João, 2007; Sacco, 2007). Grande parte dos problemas posturais desenvolvidos durante a infância permanece na vida adulta. Portanto, a crescente incidência de obesidade infantil, que aumenta a predisposição aos desvios posturais, pode resultar em uma população adulta com membros inferiores significativamente desalinhados (Martinelli et al, 2011).
       O tecido ósseo remodela-se de acordo com a carga exercida sobre ele; portanto, durante a infância os ossos possuem maior quantidade de colágeno e por isso são mais flexíveis, sendo mais tolerantes à deformação plástica e menos resistentes à compressão. Dessa forma, quando há um aumento da sobrecarga, os indivíduos em fase de crescimento são mais susceptíveis às deformações. Sabe-se que em indivíduos com peso normal, a maioria das articulações da extremidade inferior é exposta a uma força de reação de aproximadamente três a seis vezes o peso do corpo durante a locomoção. Em conseqüência disso, os indivíduos obesos experimentam maior sobrecarga em suas articulações que os indivíduos com peso normal (Brandalize, 2010; Leite, 2010).
       Bruschini e Nery descreveram as alterações posturais no obeso em virtude da exagerada massa corpórea, com sobrecarga do sistema musculoesquelético. A postura de crianças obesas foi descrita como de abdómen protruso, devido ao deslocamento anterior do centro de gravidade, aumentando a lordose lombar e a inclinação anterior ou anteversão da pelve. A cifose torácica acentua-se, ocasionando aumento da lordose cervical e deslocamento anterior da cabeça. Com a evolução do quadro, instalam-se encurtamentos e alongamentos excessivos que, em combinação com a inclinação anterior da pelve, ocasionarão rotação medial dos quadris e aparecimento de joelhos valgos e pés planos. Nas crianças obesas, o valgismo pode ocorrer devido ao afastamento dos membros inferiores ocasionados pelo excesso de gordura na região das coxas. Os pés planos, quando associados ao alargamento da base de sustentação, no início da marcha acarretam diminuição da estabilidade e deficiência no equilíbrio corporal (Cicca, 2007; João, 2007; Sacco, 2007).
 
 
 
 
 
     Além disso, existe a hipótese de que o aumento na adiposidade seja capaz de alterar fatores hormonais e fatores de crescimento, interferindo no metabolismo da cartilagem articular e osso subcondral. Além da cartilagem, a obesidade parece ter efeito sobre outros tecidos moles, como tendão e fáscia (Brandalize, 2010; Leite, 2010).
   Essa postura, que inicialmente é temporária e flexível, surge de forma compensatória para melhorar a estabilidade e é considerada patológica a partir do momento em que se torna fixa, resultante de adaptações musculares e retrações cápsulo-ligamentares, podendo causar dores no sistema osteomioarticular. Campos et al. sugere que o esforço para manter a estabilidade corporal causado pelo excesso de massa corporal aumenta as necessidades mecânicas do corpo e, consequentemente, aumenta o gasto de energia, desfavorecendo os indivíduos obesos a realizar suas atividades físicas habituais, inclusive a marcha, propiciando a instalação de quadros dolorosos (Brandalize, 2010; Leite, 2010).
    Klenerman e Zonfrillo et al. atentam ainda ao fato de que as crianças podem ser mais facilmente lesionadas durante atividades esportivas do que indivíduos com maturação esquelética completa, pois seus ossos são mais porosos e frágeis, por causa das epífises de crescimento. Dessa forma, Calvete complementa que, no exercício físico desenvolvido para jovens obesos, é importante considerar o peso corporal desses indivíduos como uma sobrecarga durante o esforço físico. Ainda, essas crianças e adolescentes são mais suscetíveis a apresentar persistência de sintomas após uma lesão articular, quando comparadas com seus pares não obesos (Brandaliza, 2010; Leite, 2010).
     Considerando que o corpo responde aos estímulos a ele causados pela obesidade, ele também irá responder aos estímulos que tentem minimizar seus efeitos no sistema músculo-esquelético. Por isso, é importante que a intervenção nos indivíduos obesos com problemas ortopédicos seja realizada na fase de maturação, pois nessa fase melhores resultados poderão ser obtidos em comparação com o período o processo de crescimento já está completo e as deformidades, possivelmente instaladas (Brandaliza, 2010; Leite, 2010).







Referências:

MARTINELLI,  Alessandra Resende et  al. Análise do alinhamento dos membros inferiores em crianças com excesso de peso. Revista Brasileira de Cineantropometria e Desenvolvimento Humano, São Paulo, v.13, nº 2, p. 124-130, mar./abr. 2011.

KUSSUKI, Mari Oliveira Mota; JOÃO, Silvia Maria Amado; CUNHA, Ana Claudia Pereira da. Caracterização postural da coluna de crianças obesas de 7 a 10 anos. Revista Fisioterapia em Movimento, Curitiba, v.20, nº 1, p. 77-84, jan./mar. 2007.

CICCA, Luciana Olcerenko; JOÃO, Sílvia Maria Amado, SACCO, Isabel Camargo Neves de. Revista  Fisioterapia e Pesquisa, São Paulo, v.14, nº 2, p. 40-7, mai./ago. 2007.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

OSTEOPOROSE: a doença que enfraquece os ossos







        A osteoporose é uma doença que atinge os ossos. Caracteriza-se quando a quantidade de massa óssea diminui substancialmente e desenvolve ossos ocos, finos e de extrema sensibilidade, mais sujeitos a fraturas. Faz parte do processo normal de envelhecimento, e é mais comum em mulheres do que em homens. A doença progride lentamente e raramente apresenta sintomas antes que aconteça algo de maior gravidade, como uma fratura, que costuma ser espontânea, isto é, não relacionada a trauma. As fraturas mais comuns são as fraturas de punho, úmero, vértebras, costelas e, principalmente, a do colo do fêmur. 














 As fraturas mais comuns são as fraturas de punho, úmero, vértebras, costelas e, principalmente, a do colo do fêmur.
     


         O tecido ósseo está em constante processo de remodelagem: com o passar do tempo, a reabsorção óssea é feita pelo organismo com maior rapidez do que a produção de células novas. O resultado é uma queda na densidade mineral óssea.Como já foi mencionado, as mulheres sofrem mais com a osteoporose do que os homens, e isso ocorre devido a causas hormonais.  






  O tecido envolvido no osso, tem células formadoras de osso (osteoblastos) e células destruidoras de osso (osteoclastos). Graças ao estrógeno (hormônio femino), osteoblastos e osteoclastos estão em equilíbrio. Após a menopausa, os osteoclastos são mais estimulados por conta da redução dos níveis de estrógeno no organismo.









A melhor ferramenta de diagnóstico para a osteoporose é o exame de desintometria óssea, que avalia o conteúdo mineral do osso.





  FATORES QUE INFLUENCIAM NA OSTEOPOROSE :



1- Hereditariedade: pessoas que tem mãe, avó ou tios com osteoporose terão mais chance de também desenvolver a doença.

2- Nutrição (cálcio, cafeína, proteína, álcool): o cálcio é fundamental para termos ossos fortes. Quando nós não o ingerimos ou na presença de alguma doença que dificulte a absorção do cálcio, os ossos ficam mais fracos, podendo se quebrar com pequenos traumas. Já o excesso de proteína leva ao aumento da eliminação do cálcio pela urina, fazendo com que nossos ossos fiquem mais fracos. E aquelas pessoas que ingerem muito álcool estão interferindo na formação de sua massa óssea. 
3- Estilo de Vida: pessoas sedentárias, ou seja, as que não fazem atividade física, tem menos massa óssea do que os fisicamente ativos. Nosso esqueleto responde aos estímulos, assim como os músculos aumentam de volume quando são exercitados.
AS 10 DICAS DE PREVENÇÃO DA OSTEOPOROSE: 
1- Evite quedas e acidentes domésticos: as quedas e pequenos acidentes em casa podem deflagrar fraturas sérias em pessoas que estão em processo de tratamento da osteoporose.
2- Evite o sedentarismo: faça exercícios físicos e estimule a família a fazer o mesmo, principalmente os mais jovens. Mas, atenção para não fazer atividades físicas inadequadas às condições físicas. Antes de optar por uma prática, procure um médico para realizar uma avaliação completa.


3- Alimente-se de maneira correta: privilegie uma dieta equilibrada e rica em laticínios, peixe, vegetais verdes, legumes, frutas. Não faça dieta para emagrecimento sem orientação médica e evite o excesso de café e refrigerantes a base de cola.

4- Tome sol: exponha-se ao sol no início da manhã ou final da tarde, por um período de 15 a 30 minutos.

5- Não fume: cigarro acelera a perda da massa óssea.

6- Evite bebidas alcoólicas: a ingestão excessiva de álcool acelera a perda da massa óssea.
7- Faça exames: a partir dos 40 anos realize a densitometria óssea anualmente.
8- Procure orientação médica: na menopausa, converse com o ginecologista, ou especialista em osteoporose, sobre a necessidade de suplementação hormonal, cálcio e vitamina D.
9- Atenção com medicamentos de uso contínuo: caso você faça uso de medicamentos que estimulem o aparecimento de osteoporose – corticóide, anticoagulantes, hormônio tireoideano, antiácidos,anticonvulsivantes, entre outros – converse com o médico sobre a necessidade de um tratamento preventivo. Uma das indicações é a suplementação
oral de cálcio e vitamina D.

10- Estimule a amamentação com leite materno: a ingestão de leite materno garantirá melhor massa óssea no futuro.


CUIDE DE SEUS OSSOS DESDE JÁ



 E SE TORNE UM IDOSO SAUDÁVEL!
Fontes:  




http://radiomundial.com.br/assuntosabordados/?id=3662
 

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A Atuação da Fisioterapia no Câncer de Mama

        A fisioterapia é capaz de tratar, prevenir, restaurar e manter a capacidade física de uma pessoa. Na área da oncologia, que está entre as diversas áreas que a fisioterapia abrange, ela tem uma atuação bastante importante na recuperação do paciente. Nesta postagem, irei falar especificamente da atuação da fisioterapia no câncer de mama.







         O câncer de mama é originado por uma multiplicação exagerada e desordenada de células, que formam um tumor. O tumor é chamado de maligno quando suas células tem a capacidade de originar metástases, ou seja, invadir outras células sadias à sua volta. Se estas células chamadas malignas caírem na circulação sangüínea, podem chegar a outras partes do corpo, invadindo outras células sadias e originando novos tumores.Já os tumores chamados benignos não possuem essa capacidade. Eles possuem um crescimento mais lento, não ultrapassando um certo tamanho, além de não se espalharem por outros órgãos. Inclusive, a maioria dos nódulos que aparecem nessa região são tumores benignos, como os cistos e os fibroadenomas, por exemplo. Os cistos são nódulos dolorosos e aumentam antes da menstruação. Os fibroadenomas não se transformam em câncer, e, se necessário, podem ser facilmente retirados através de uma pequena cirurgia, geralmente feita com anestesia local. Os tumores benignos não se transformam em câncer. A grande preocupação, portanto, é com os tumores malignos, que crescem rapidamente e sem dor.




        Acomete mulheres entre quarenta e cinqüenta anos, o que não impede que ocorra em mulheres mais novas. Esta patologia é considerada de auto – agressão profundamente relacionada com predisposição genética, idade avançada, menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade, contraceptivos, ingestão de álcool, dieta (obesidade), exposição a substâncias químicas comprovadamente cancerígenas, vírus, altos níveis de estrógeno e prolactina, lesões e traumas nas glândulas e exposição a radiações. 
        O melhor meio para se diagnosticar o câncer de mama é a mamografia, que é capaz de detectar o tumor antes mesmo que ele se torne palpável. Quando o diagnóstico é feito dessa forma, ainda no início da formação do tumor, as chances de cura se tornam muito maiores, descartando a necessidade de retirada da mama para o tratamento. A título preventivo, esse exame deve ser feito anualmente a partir dos 50 anos, ou, se houver casos na família, desde os 40 anos de idade.





        O auto-exame também é recomendável e é um método de diagnóstico onde a própria mulher faz um exame visual e de palpação na mama em frente a um espelho. Este exame deve ser feito aproximadamente sete dias após cada menstruação ou, se a mulher não menstrua mais, pelo menos uma vez por mês em qualquer época. Qualquer suspeita deverá ser verificada! 





          A cirurgia para o tratamento do câncer de mama pode ser conservadora ou radical. Será conservadora quando retira apenas uma parte da mama (quadrantectomia), e será radical quando retira toda a mama. O tipo de cirurgia varia de caso para caso. No caso da retirada parcial, a cirurgia deverá ser complementada pela radioterapia. A radioterapia é um tratamento à base de aplicação de radiação direcionada ao tumor ou ao local deste e tem por objetivo, se antes da operação, reduzir o tamanho do tumor, e se após, evitar a volta da doença. Outro tratamento utilizado nos casos de câncer é a quimioterapia. A quimioterapia é o uso de medicamentos extremamente potentes no tratamento do câncer. Também é usado para completar a cirurgia, podendo começar antes ou após a operação. Ao contrário da cirurgia e da radioterapia que têm efeito local, a quimioterapia age em todo o corpo, visando evitar a volta do tumor e o aparecimento em outros órgãos.  
         Há alguns anos, a grande preocupação da equipe médica em relação ao câncer era a sobrevivência dos pacientes. Atualmente, o foco do tratamento mudou, ou seja, a preocupação passou a ser também a qualidade de vida que o paciente vai ter durante e após o tratamento oncológico. A Fisioterapia Oncológica é um dos procedimentos que estão sendo adotados nesse sentido, tanto no pré, no pós de uma cirurgia de câncer como também durante todo o tratamento. Esse recurso pode ser utilizado em todos os casos, como nos de câncer de mama, tumores de cabeça e pescoço, além dos relacionado ao sistema músculo-esquelético. A Fisioterapia pode ser fundamental no tratamento do paciente com diagnóstico de câncer ao oferecer acompanhamento às diversas alterações que podem ocorrer, mesmo diante de muitos comprometimentos que se apresentam, como: edema de membros, alterações musculares, constipação, alterações neurológicas, alterações respiratórias, dores musculares por disfunções posturais, dores teciduais e cicatriciais e dores tendinosas e articulares, alterações ósseas, alterações circulatórias (flebites, linfangites, alterações linfáticas), alterações vasculares em membro superior após aplicação da quimioterapia. O tratamento fisioterapêutico também é importante durante as fases de quimioterapia e radioterapia. Neste caso a atenção está para o processo de sensibilidade do Sistema Imunológico. No caso do câncer de mama, o grande problema é o esvaziamento ganglionar, ou seja, a retirada dos gânglios linfáticos existentes na axila. Isso dificulta na movimentação do braço, principalmente nos movimentos de abertura lateral. O tratamento auxilia na recuperação e na prevenção dos distúrbios linfáticos. A Fisioterapia não se preocupa apenas com o local afetado pelo câncer, mas com a repercussão do problema em todo o organismo da pessoa, visualizando o paciente como um todo. A principal meta da fisioterapia oncológica é mostrar ao paciente a necessidade de retomar as atividades diárias e oferecer a ele condições para isso.
         O foco é a prevenção e o tratamento de complicações, como a dor, o inchaço do membro superior e do tórax, as disfunções musculares e articulares, o cansaço, as alterações respiratórias e o linfedema, visando a funcionalidade e qualidade de vida da mulher. Além disso, visa mostrar à mulher que é possível a retomada das atividades do cotidiano e da qualidade de vida.  
        A atuação do fisioterapeuta deve ser iniciada no pré-operatório, objetivando conhecer as alterações pré-existentes e identificar os possíveis fatores de risco para as complicações pós-operatórias, e quando necessário, deve ser instituído tratamento fisioterapêutico nesta etapa, visando minimizar e prevenir as possíveis seqüelas. No pós-operatório imediato, objetiva-se identificar alterações neurológicas ocorridas durante o ato operatório, presença de sintomatologias álgicas, edema linfático precoce, e alterações na dinâmica respiratória.
         Ao ser diagnosticada a doença, a mulher já desencadeia uma grande tensão reflexa na região cervical e ombros. Portanto, a avaliação pré-operatória é fundamental, pois estará ofertando ao terapeuta parâmetros para o acompanhamento no pós-operatório, além de conscientizar a paciente sobre a importância dos procedimentos fisioterapêuticos. Nesta etapa, o fisioterapeuta faz uma anamnese e busca toda a história clínica do paciente, para que possa ter uma maior compreensão do quadro clínico. Em seguida, realiza o exame físico através da avaliação da função pulmonar, avaliação funcional dos ombros e da cintura escapular e, respectivas amplitudes de movimentos e força muscular, como também mensura a perimetria e observa se existe alguma deformidade postural. 
         O sistema linfático é o responsável por drenar o fluído dos tecidos que não volta aos vasos sanguíneos. Como alguns dos vasos são perdidos com a cirurgia de retirada da mama, a paciente pode ter inchaço no braço, pela retenção dos líquidos. Através de massagens aplicadas para drenagem linfática, os fisioterapeutas tentam recuperar a circulação da linfa através de outros linfonodos.  







           Muitas pacientes têm problemas no ombro, não só inchaço (linfedema), mas também ombro congelado, que é a limitação nos movimentos do braço. A diminuição da amplitude de movimento muitas vezes se dá pelo medo da paciente em executar certas tarefas e prejudicar a cirurgia. Por isso a fisioterapia trabalha com bastões, alongamentos, e exercícios de re-expansão pulmonar. 
        Alguns estudos discutem a associação entre a realização dos exercícios com as possíveis complicações do pós-operatório; entretanto na literatura há descrições sucintas e particularizadas sobre a maneira de realização dos exercícios.A fisioterapia precoce tem como objetivos prevenir complicações, promover adequada recuperação funcional e, conseqüentemente, propiciar melhor qualidade de vida às mulheres submetidas à cirurgia para tratamento de câncer de mama. Entretanto, questiona-se qual a melhor maneira de realizar esses exercícios e qual a sua influência nas complicações pós-operatórias.Os programas de reabilitação no pós-cirúrgico das pacientes submetidas à mastectomia ou a tratamento conservador com dissecção axilar são parcialmente descritos na literatura do ponto de vista da especificação dos exercícios realizados. Existem programas estruturados em contrações isométricas da musculatura do ombro, braço e mão, nos quais a paciente é instruída a levantar, com as mãos unidas, em flexão, abdução e rotação do ombro até o limite de dor; em outros em que a paciente é estimulada a realizar exercícios ativo-livres em todos os movimentos fisiológicos do ombro. 
        Há, também, terapias em que são indicados os exercícios como subir com os dedos pela parede até o limite máximo de flexão e abdução, pentear os cabelos, fazer roda de ombro e rotação do braço, entre outros. Existem propostas baseadas em alongamento e fortalecimento, com exercícios rítmicos de cabeça, pescoço, tronco, membros superiores e inferiores. Outros programas consistem de exercícios pendulares, exercícios de escalada do braço na parede e polias.
        É preciso ressaltar que, o ponto-chave para o sucesso do tratamento é o comprometimento da mulher com o programa fisioterapêutico. Em muitos casos, ela também precisa seguir algumas instruções e fazer atividades em casa, para que o tratamento seja completo e mais efetivo. Dessa forma, a recuperação acontece de maneira mais rápida e eficiente.

       Vale lembrar também que o tratamento é interdisciplinar, envolvendo nutrição, psicologia e o médico especialista que realizou a cirurgia. 




       Incentive às mulheres que você ama a praticar mensalmente o auto-exame das mamas e a consultar um médico ao menos uma vez no ano. Com consciência e prevenção, a batalha contra o câncer pode ser vencida. Acima de tudo, é preciso que se busque viver, viver bem !





Fontes:


http://www.prevencaodecancer.com.br/fisioterapia-oncologica.html
http://www.webartigos.com/articles/15520/1/Fisioterapia-no-Cancer-de-Mama/pagina1.html