terça-feira, 2 de agosto de 2011

OSTEOPOROSE: a doença que enfraquece os ossos







        A osteoporose é uma doença que atinge os ossos. Caracteriza-se quando a quantidade de massa óssea diminui substancialmente e desenvolve ossos ocos, finos e de extrema sensibilidade, mais sujeitos a fraturas. Faz parte do processo normal de envelhecimento, e é mais comum em mulheres do que em homens. A doença progride lentamente e raramente apresenta sintomas antes que aconteça algo de maior gravidade, como uma fratura, que costuma ser espontânea, isto é, não relacionada a trauma. As fraturas mais comuns são as fraturas de punho, úmero, vértebras, costelas e, principalmente, a do colo do fêmur. 














 As fraturas mais comuns são as fraturas de punho, úmero, vértebras, costelas e, principalmente, a do colo do fêmur.
     


         O tecido ósseo está em constante processo de remodelagem: com o passar do tempo, a reabsorção óssea é feita pelo organismo com maior rapidez do que a produção de células novas. O resultado é uma queda na densidade mineral óssea.Como já foi mencionado, as mulheres sofrem mais com a osteoporose do que os homens, e isso ocorre devido a causas hormonais.  






  O tecido envolvido no osso, tem células formadoras de osso (osteoblastos) e células destruidoras de osso (osteoclastos). Graças ao estrógeno (hormônio femino), osteoblastos e osteoclastos estão em equilíbrio. Após a menopausa, os osteoclastos são mais estimulados por conta da redução dos níveis de estrógeno no organismo.









A melhor ferramenta de diagnóstico para a osteoporose é o exame de desintometria óssea, que avalia o conteúdo mineral do osso.





  FATORES QUE INFLUENCIAM NA OSTEOPOROSE :



1- Hereditariedade: pessoas que tem mãe, avó ou tios com osteoporose terão mais chance de também desenvolver a doença.

2- Nutrição (cálcio, cafeína, proteína, álcool): o cálcio é fundamental para termos ossos fortes. Quando nós não o ingerimos ou na presença de alguma doença que dificulte a absorção do cálcio, os ossos ficam mais fracos, podendo se quebrar com pequenos traumas. Já o excesso de proteína leva ao aumento da eliminação do cálcio pela urina, fazendo com que nossos ossos fiquem mais fracos. E aquelas pessoas que ingerem muito álcool estão interferindo na formação de sua massa óssea. 
3- Estilo de Vida: pessoas sedentárias, ou seja, as que não fazem atividade física, tem menos massa óssea do que os fisicamente ativos. Nosso esqueleto responde aos estímulos, assim como os músculos aumentam de volume quando são exercitados.
AS 10 DICAS DE PREVENÇÃO DA OSTEOPOROSE: 
1- Evite quedas e acidentes domésticos: as quedas e pequenos acidentes em casa podem deflagrar fraturas sérias em pessoas que estão em processo de tratamento da osteoporose.
2- Evite o sedentarismo: faça exercícios físicos e estimule a família a fazer o mesmo, principalmente os mais jovens. Mas, atenção para não fazer atividades físicas inadequadas às condições físicas. Antes de optar por uma prática, procure um médico para realizar uma avaliação completa.


3- Alimente-se de maneira correta: privilegie uma dieta equilibrada e rica em laticínios, peixe, vegetais verdes, legumes, frutas. Não faça dieta para emagrecimento sem orientação médica e evite o excesso de café e refrigerantes a base de cola.

4- Tome sol: exponha-se ao sol no início da manhã ou final da tarde, por um período de 15 a 30 minutos.

5- Não fume: cigarro acelera a perda da massa óssea.

6- Evite bebidas alcoólicas: a ingestão excessiva de álcool acelera a perda da massa óssea.
7- Faça exames: a partir dos 40 anos realize a densitometria óssea anualmente.
8- Procure orientação médica: na menopausa, converse com o ginecologista, ou especialista em osteoporose, sobre a necessidade de suplementação hormonal, cálcio e vitamina D.
9- Atenção com medicamentos de uso contínuo: caso você faça uso de medicamentos que estimulem o aparecimento de osteoporose – corticóide, anticoagulantes, hormônio tireoideano, antiácidos,anticonvulsivantes, entre outros – converse com o médico sobre a necessidade de um tratamento preventivo. Uma das indicações é a suplementação
oral de cálcio e vitamina D.

10- Estimule a amamentação com leite materno: a ingestão de leite materno garantirá melhor massa óssea no futuro.


CUIDE DE SEUS OSSOS DESDE JÁ



 E SE TORNE UM IDOSO SAUDÁVEL!
Fontes:  




http://radiomundial.com.br/assuntosabordados/?id=3662
 

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A Atuação da Fisioterapia no Câncer de Mama

        A fisioterapia é capaz de tratar, prevenir, restaurar e manter a capacidade física de uma pessoa. Na área da oncologia, que está entre as diversas áreas que a fisioterapia abrange, ela tem uma atuação bastante importante na recuperação do paciente. Nesta postagem, irei falar especificamente da atuação da fisioterapia no câncer de mama.







         O câncer de mama é originado por uma multiplicação exagerada e desordenada de células, que formam um tumor. O tumor é chamado de maligno quando suas células tem a capacidade de originar metástases, ou seja, invadir outras células sadias à sua volta. Se estas células chamadas malignas caírem na circulação sangüínea, podem chegar a outras partes do corpo, invadindo outras células sadias e originando novos tumores.Já os tumores chamados benignos não possuem essa capacidade. Eles possuem um crescimento mais lento, não ultrapassando um certo tamanho, além de não se espalharem por outros órgãos. Inclusive, a maioria dos nódulos que aparecem nessa região são tumores benignos, como os cistos e os fibroadenomas, por exemplo. Os cistos são nódulos dolorosos e aumentam antes da menstruação. Os fibroadenomas não se transformam em câncer, e, se necessário, podem ser facilmente retirados através de uma pequena cirurgia, geralmente feita com anestesia local. Os tumores benignos não se transformam em câncer. A grande preocupação, portanto, é com os tumores malignos, que crescem rapidamente e sem dor.




        Acomete mulheres entre quarenta e cinqüenta anos, o que não impede que ocorra em mulheres mais novas. Esta patologia é considerada de auto – agressão profundamente relacionada com predisposição genética, idade avançada, menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade, contraceptivos, ingestão de álcool, dieta (obesidade), exposição a substâncias químicas comprovadamente cancerígenas, vírus, altos níveis de estrógeno e prolactina, lesões e traumas nas glândulas e exposição a radiações. 
        O melhor meio para se diagnosticar o câncer de mama é a mamografia, que é capaz de detectar o tumor antes mesmo que ele se torne palpável. Quando o diagnóstico é feito dessa forma, ainda no início da formação do tumor, as chances de cura se tornam muito maiores, descartando a necessidade de retirada da mama para o tratamento. A título preventivo, esse exame deve ser feito anualmente a partir dos 50 anos, ou, se houver casos na família, desde os 40 anos de idade.





        O auto-exame também é recomendável e é um método de diagnóstico onde a própria mulher faz um exame visual e de palpação na mama em frente a um espelho. Este exame deve ser feito aproximadamente sete dias após cada menstruação ou, se a mulher não menstrua mais, pelo menos uma vez por mês em qualquer época. Qualquer suspeita deverá ser verificada! 





          A cirurgia para o tratamento do câncer de mama pode ser conservadora ou radical. Será conservadora quando retira apenas uma parte da mama (quadrantectomia), e será radical quando retira toda a mama. O tipo de cirurgia varia de caso para caso. No caso da retirada parcial, a cirurgia deverá ser complementada pela radioterapia. A radioterapia é um tratamento à base de aplicação de radiação direcionada ao tumor ou ao local deste e tem por objetivo, se antes da operação, reduzir o tamanho do tumor, e se após, evitar a volta da doença. Outro tratamento utilizado nos casos de câncer é a quimioterapia. A quimioterapia é o uso de medicamentos extremamente potentes no tratamento do câncer. Também é usado para completar a cirurgia, podendo começar antes ou após a operação. Ao contrário da cirurgia e da radioterapia que têm efeito local, a quimioterapia age em todo o corpo, visando evitar a volta do tumor e o aparecimento em outros órgãos.  
         Há alguns anos, a grande preocupação da equipe médica em relação ao câncer era a sobrevivência dos pacientes. Atualmente, o foco do tratamento mudou, ou seja, a preocupação passou a ser também a qualidade de vida que o paciente vai ter durante e após o tratamento oncológico. A Fisioterapia Oncológica é um dos procedimentos que estão sendo adotados nesse sentido, tanto no pré, no pós de uma cirurgia de câncer como também durante todo o tratamento. Esse recurso pode ser utilizado em todos os casos, como nos de câncer de mama, tumores de cabeça e pescoço, além dos relacionado ao sistema músculo-esquelético. A Fisioterapia pode ser fundamental no tratamento do paciente com diagnóstico de câncer ao oferecer acompanhamento às diversas alterações que podem ocorrer, mesmo diante de muitos comprometimentos que se apresentam, como: edema de membros, alterações musculares, constipação, alterações neurológicas, alterações respiratórias, dores musculares por disfunções posturais, dores teciduais e cicatriciais e dores tendinosas e articulares, alterações ósseas, alterações circulatórias (flebites, linfangites, alterações linfáticas), alterações vasculares em membro superior após aplicação da quimioterapia. O tratamento fisioterapêutico também é importante durante as fases de quimioterapia e radioterapia. Neste caso a atenção está para o processo de sensibilidade do Sistema Imunológico. No caso do câncer de mama, o grande problema é o esvaziamento ganglionar, ou seja, a retirada dos gânglios linfáticos existentes na axila. Isso dificulta na movimentação do braço, principalmente nos movimentos de abertura lateral. O tratamento auxilia na recuperação e na prevenção dos distúrbios linfáticos. A Fisioterapia não se preocupa apenas com o local afetado pelo câncer, mas com a repercussão do problema em todo o organismo da pessoa, visualizando o paciente como um todo. A principal meta da fisioterapia oncológica é mostrar ao paciente a necessidade de retomar as atividades diárias e oferecer a ele condições para isso.
         O foco é a prevenção e o tratamento de complicações, como a dor, o inchaço do membro superior e do tórax, as disfunções musculares e articulares, o cansaço, as alterações respiratórias e o linfedema, visando a funcionalidade e qualidade de vida da mulher. Além disso, visa mostrar à mulher que é possível a retomada das atividades do cotidiano e da qualidade de vida.  
        A atuação do fisioterapeuta deve ser iniciada no pré-operatório, objetivando conhecer as alterações pré-existentes e identificar os possíveis fatores de risco para as complicações pós-operatórias, e quando necessário, deve ser instituído tratamento fisioterapêutico nesta etapa, visando minimizar e prevenir as possíveis seqüelas. No pós-operatório imediato, objetiva-se identificar alterações neurológicas ocorridas durante o ato operatório, presença de sintomatologias álgicas, edema linfático precoce, e alterações na dinâmica respiratória.
         Ao ser diagnosticada a doença, a mulher já desencadeia uma grande tensão reflexa na região cervical e ombros. Portanto, a avaliação pré-operatória é fundamental, pois estará ofertando ao terapeuta parâmetros para o acompanhamento no pós-operatório, além de conscientizar a paciente sobre a importância dos procedimentos fisioterapêuticos. Nesta etapa, o fisioterapeuta faz uma anamnese e busca toda a história clínica do paciente, para que possa ter uma maior compreensão do quadro clínico. Em seguida, realiza o exame físico através da avaliação da função pulmonar, avaliação funcional dos ombros e da cintura escapular e, respectivas amplitudes de movimentos e força muscular, como também mensura a perimetria e observa se existe alguma deformidade postural. 
         O sistema linfático é o responsável por drenar o fluído dos tecidos que não volta aos vasos sanguíneos. Como alguns dos vasos são perdidos com a cirurgia de retirada da mama, a paciente pode ter inchaço no braço, pela retenção dos líquidos. Através de massagens aplicadas para drenagem linfática, os fisioterapeutas tentam recuperar a circulação da linfa através de outros linfonodos.  







           Muitas pacientes têm problemas no ombro, não só inchaço (linfedema), mas também ombro congelado, que é a limitação nos movimentos do braço. A diminuição da amplitude de movimento muitas vezes se dá pelo medo da paciente em executar certas tarefas e prejudicar a cirurgia. Por isso a fisioterapia trabalha com bastões, alongamentos, e exercícios de re-expansão pulmonar. 
        Alguns estudos discutem a associação entre a realização dos exercícios com as possíveis complicações do pós-operatório; entretanto na literatura há descrições sucintas e particularizadas sobre a maneira de realização dos exercícios.A fisioterapia precoce tem como objetivos prevenir complicações, promover adequada recuperação funcional e, conseqüentemente, propiciar melhor qualidade de vida às mulheres submetidas à cirurgia para tratamento de câncer de mama. Entretanto, questiona-se qual a melhor maneira de realizar esses exercícios e qual a sua influência nas complicações pós-operatórias.Os programas de reabilitação no pós-cirúrgico das pacientes submetidas à mastectomia ou a tratamento conservador com dissecção axilar são parcialmente descritos na literatura do ponto de vista da especificação dos exercícios realizados. Existem programas estruturados em contrações isométricas da musculatura do ombro, braço e mão, nos quais a paciente é instruída a levantar, com as mãos unidas, em flexão, abdução e rotação do ombro até o limite de dor; em outros em que a paciente é estimulada a realizar exercícios ativo-livres em todos os movimentos fisiológicos do ombro. 
        Há, também, terapias em que são indicados os exercícios como subir com os dedos pela parede até o limite máximo de flexão e abdução, pentear os cabelos, fazer roda de ombro e rotação do braço, entre outros. Existem propostas baseadas em alongamento e fortalecimento, com exercícios rítmicos de cabeça, pescoço, tronco, membros superiores e inferiores. Outros programas consistem de exercícios pendulares, exercícios de escalada do braço na parede e polias.
        É preciso ressaltar que, o ponto-chave para o sucesso do tratamento é o comprometimento da mulher com o programa fisioterapêutico. Em muitos casos, ela também precisa seguir algumas instruções e fazer atividades em casa, para que o tratamento seja completo e mais efetivo. Dessa forma, a recuperação acontece de maneira mais rápida e eficiente.

       Vale lembrar também que o tratamento é interdisciplinar, envolvendo nutrição, psicologia e o médico especialista que realizou a cirurgia. 




       Incentive às mulheres que você ama a praticar mensalmente o auto-exame das mamas e a consultar um médico ao menos uma vez no ano. Com consciência e prevenção, a batalha contra o câncer pode ser vencida. Acima de tudo, é preciso que se busque viver, viver bem !





Fontes:


http://www.prevencaodecancer.com.br/fisioterapia-oncologica.html
http://www.webartigos.com/articles/15520/1/Fisioterapia-no-Cancer-de-Mama/pagina1.html

sexta-feira, 29 de abril de 2011

LESÕES MEDULARES

         
        Nesta nova postagem vocês conhecerão a estrutura da medula espinhal,sua grande função no corpo humano e as maneiras como ela pode ser lesionada.



        A medula espinhal, a principal via de comunicação entre o cérebro e o resto do organismo, é uma estrutura cilíndrica de nervos que se estende da base do cérebro na direção descendente para terminar nas primeiras vértebras lombares.A medula é protegida pelas vértebras da coluna vertebral e os trajetos ascendentes e descendentes das fibras nervosas da medula passam através das aberturas entre cada vértebra.



       A medula espinhal é uma estrutura muito organizada; os nervos estão ordenados em feixes e não ao acaso. A parte anterior da medula espinhal contém os nervos motores, que transmitem informação aos músculos e estimulam o movimento. A parte posterior e lateral da medula espinhal contém os nervos sensitivos, que levam a informação sensorial ao cérebro acerca do tato, da posição, da dor, do calor e do frio.


                                                                      



        O termo lesão medular é utilizado para se referir a qualquer tipo de lesão que ocorra nos elementos neurais do canal medular.A medula espinhal pode ser lesionada de muitas maneiras,produzindo diversos padrões de sintomas; estes padrões permitem que o médico possa determinar a localização (nível) da lesão espinhal.
        Uma lesão na medula espinhal geralmente começa com pancada súbita na espinha que fratura ou desloca vértebras.O dano começa no momento da lesão, quando fragmentos de ossos, material do disco ou ligamentos machucam ou dilaceram para dentro da medula espinhal.A maioria das lesões na medula espinhal é causada por fraturas e compressão das vértebras, as quais esmagam e destroem os axônios, que são extensões de células nervosas que transportam sinais pela medula espinhal entre o cérebro e o resto do corpo.Uma lesão na medula espinhal pode danificar alguns, muitos ou quase todos esses axônios.Tais ocorrências, num primeiro momento, provocam a primeira lesão, onde alguns neurônios,oligodendritos e antrocitos são mortos e alguns axônios são rompidos.Em um segundo momento, tem inicio a lesão secundária, onde, na tentativa de conter o processo de lesão, as células de defesa começam a destruir outras células. Ainda na lesão secundária, também ocorre à morte de células por falta de nutrientes e oxigênio, pois vários vasos sanguíneos são rompidos, não chegando assim, o oxigênio e nutrientes necessários para a sobrevivência das mesmas.As lesões poderão ser praticamente totalmente recuperadas,ou resultar em paralisia completa.
        Lesões na medula espinhal são classificadas como completas ou incompletas.Uma lesão incompleta significa que a capacidade da medula espinhal em transmitir mensagens de e para o cérebro não foi completamente perdida.Pessoas com lesão incompleta retêm alguma função motora e sensorial abaixo do nível da lesão.A lesão completa é indicada pela total falta de função sensorial e motora abaixo do nível da lesão.Pessoas que sobrevivem de lesão na medula espinhal provavelmente terão complicações médicas como dor crônica e disfunção no intestino e bexiga, assim como maior susceptibilidade a problemas cardíacos e respiratórios. A boa recuperação depende de como essas condições crônicas serão administradas no dia-a-dia.
       As lesões podem ser de origem Traumáticas ou  Não-Traumáticas,conforme o seu fato gerador.Por exemplo,caso uma pessoa sofra um acidente, tenha uma fratura de coluna e uma consequente lesão medular,esta será de origem Traumática; caso uma pessoa tenha um desenvolvimento tumoral na medula ou em regiões próximas, com uma consequente lesão medular,está será de origem Não-Traumática.As lesões Traumáticas podem ser originadas em acidentes automobilísticos, quedas de alturas, mergulhos em locais rasos, por ferimentos com armas brancas, por ferimentos com armas de fogo(projétil), etc. Já as lesões de origem Não-Traumáticas podem ser geradas por vários fatores, como tumores que comprimem a medula ou regiões próximas, acidentes vasculares e hérnias de disco, todos gerando o corte ou diminuição do fluxo sanguíneo, acarretando assim a diminuição da chegada de nutrientes e oxigênio até às células da medula, com uma conseqüente morte celular.Existem algumas infecções, causadas por vírus ou bactérias, que podem acometer a medula. Estas ocorrências podem gerar a morte das células, o que também leva a uma lesão. 
      A paraplegia é resultante de uma lesão medular e que poderá ser classificada como completa ou incompleta dependendo do fato de existir ou não controle e sensibilidade abaixo de onde ocorreu a lesão.Ela consiste na perda de controle e sensibilidade dos membros inferiores,impossibilitando o andar e dificultando permanecer sentado.Normalmente a paraplegia é resultante de lesões ocorridas ao nível da coluna lombar,sendo que quanto mais alta for a lesão,maior será a área de impacto.Depois da contusão a musculatura se torna enfraquecida, pois deixa de recepcionar os impulsos enviados pelo cérebro; desta forma, há uma redução significativa da massa muscular.Ocorrem também espasmos, que provocam agitações involuntárias dos membros.Outro problema constante é o descontrole dos movimentos da bexiga e do intestino.Isto resulta em emissão automática de urina e de substâncias fecais ou, em outro extremo, a retenção destes elementos. Às vezes este mecanismo acaba desencadeando em infecção urinária.
      Os traumatismos de qualquer natureza que compreendam um corte da medula no trato compreendido entre a terceira e a quinta vértebra cervical têm como conseqüência, se não são mortais, uma tetraplegia.A tetraplegia ou quadriplegia é quando uma paralisia afeta todas as quatro extremidades,superiores e inferiores,juntamente à musculatura do tronco.



                           



      
       Os indivíduos lesados medulares dependem de tratamento através da fisioterapia,que tem o papel de ajudar e ensinar ao paciente a cuidar e fazer a "manutenção" de seu corpo, através de exercícios de fortalecimento, alongamentos, posicionamentos, ortostatismo, treinamento de marcha e outros, evitando complicações e deformidades, mantendo um corpo ativo e forte, possibilitando uma maior independência.No processo de reabilitação o paciente com lesão medular deverá alcançar um reajuste físico e psicológico, readquirindo sua capacidade de viver e trabalhar.









UMA HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO


           Aproveitando o tema desta nova postagem, gostaria de apresentar a vocês  uma história de superação.A história de Leandro Portella,que devido a  uma fratura na coluna cervical,na altura das vértebras C4 e C5,e com uma lesão medular traumática completa se tornou tetraplégico.
         Leandro tem 30 anos e mora na cidade de Sorocaba,São Paulo e no dia 21 de Janeiro de 1999,ao tentar " furar ” uma onda em Ubatuba-SP, ele se acidentou gravemente.Praia,sol, férias,gente bonita,um cenário perfeito para um jovem de 17 anos,mas a auto confiança,pois nadava muito bem,que junto com a imprudência da adolescência o traiu.



          Foi naquele momento que Leandro entrou para a assustadora estatística de aproximadamente 10.000 novos casos por ano de lesões na medula.Daquele dia em diante ele entendeu como era a vida de um tetraplégico e sentir-se útil passou a ser fundamentalmente importante.
        E foi pensando assim que ele criou o Blog Ser Lesado (http://serlesado.com.br/), onde ele passa suas experiências com a lesão medular para outros lesados,familiares e profissionais da área.Leandro Portella também criou o Blog Direitos do Ser Lesado (http://leandroportella2009.blogspot.com/), onde as pessoas com deficiência podem ser informadas e orientadas sobre seus direitos.Além disso,ele também é colunista do Portal Vida Mais Livre (http://www.vidamaislivre.com.br/colunas/), onde todo mês ele nos fala um pouco sobre lesão medular. E vejam a seguir a entrevista que Leandro Portella concedeu ao Blog Deficiente Ciente (http://www.deficienteciente.com.br/), onde ele conta sua história e nos transmite uma mensagem de superação.

Às vezes numa mudança drástica em nossas vidas podemos achar que é o fim, mas quando paramos e refletimos, percebemos que temos oportunidade de mudar muita coisa com a nossa capacidade de superação e de motivar o próximo…”
                                     

                                         
                                                                                

                                                                                                        (Leandro Portella)


1) Como você se tornou uma pessoa com deficiência?
Foi em 1999 quando fui “furar” uma onda numa praia em Ubatuba, não sei se bati a cabeça na areia ou se foi a força da onda que quebrou meu pescoço me deixa
ndo tetraplégico. Daquele dia em diante, entendi como era a vida de um tetraplégico. Sentir-me útil passou a ser fundamentalmente importante.

2) Qual a adaptação considerada mais difícil por você, após tornar-se uma pessoa com tetraplegia?
Acho que foi me tornar dependente.Devido à lesão medular no nível C3 completa, sou tetraplégico completo, com “apenas” movimentos dos ombros para cima.

3) Sofreu algum tipo de preconceito ou discriminação? Caso tenha sofrido, relate como aconteceu.
Nunca sofri, pelo menos que eu tenha percebido!

4) Quais as pessoas que mais o ajudaram nessa nova vida?
Minha família, amigos e minha namorada.

5) Como surgiu a ideia de criar o blog Ser Lesado?
Sempre quis fazer algo para ajudar o próximo e com o blog posso passar minha vivência e também acabo aprendendo muito.
Como não tenho movimentos nos braços, tenho um software que me dá uma independência para navegar na internet, o “Motrix” (comando de voz). Com ele consigo escrever meu Blog.

6) O que acha do comportamento da sociedade, no que diz respeito às necessidades das pessoas com deficiência?
Acho que falta conscientização e para alguns educação e respeito principalmente em relação às vagas de estacionamento.

7) Como iniciou  o seu talento para pintar quadros? Alguém o encorajou?
Foi brincando e vi que levava mais jeito com a boca do que as mãos (era uma negação para desenhar rs).Quando percebi que podia ser uma fonte de renda, fiz aulas e cursos!

8)No seu blog há vários artigos sobre sexualidade da pessoa com lesão medular. Enquanto pessoa com tetraplegia, o que você pensa a respeito dessa questão?
Sei que cada lesão é uma lesão, mas o principal está na cabeça, é preciso ter autoestima. E a desinformação é grande quando se trata de sexualidade, as pessoas até têm vontades e desejos, mas não falam sobre o assunto SEXO.

9) Quais são seus planos para o futuro?
Continuar me dedicando ao blog e ajudar mais pessoas.

10) Deixe uma mensagem aos leitores do blog Deficiente Ciente.
Minha mensagem vai ser uma frase pronta, mas que expressa muito bem o que penso: “Se sua realidade muda, seus sonhos não precisam mudar!” (Johnnie Walker)



Quadro pintado com a boca por Leandro Portella
      


     













      








     
         Hoje, após 12 anos de lesão, além de uma rotina de fisioterapia e reabilitação,Leandro ainda é gerente da SORRI Sorocaba (http://www.sorri.com.br/sorri_sorocaba_historico).A SORRI-SOROCABA é uma organização não governamental,de caráter educacional e assistencial,sem fins lucrativos,e que tem como missão promover os direitos humanos,com ênfase nos direitos das pessoas com deficiência e como finalidade o acesso imediato e participação ativa dessas pessoas no espaço comum da vida em comunidade.
       Leandro Portella é para todos nós um grande exemplo de superação,alguém que ultrapassou todos os limites que uma lesão medular pode trazer.E é claro que existem diversos outros exemplos de vencedores espalhados por aí,e se eu pudesse contaria a história de todos eles como contei a de Leandro.Sei que também seriam grandes,emocionantes e admiráveis histórias,onde os personagens se mostram capazes,e a deficiência não se torna um obstáculo para vencer.Parabéns a você que não deixou seu problema físico diminuir o tamanho do seu sonho!Se desejar,compartilhe sua história aqui também,e seja um exemplo como Leandro Portella.




“Toda pessoa nasce, toda pessoa morre.
Toda pessoa é igual.
Cada pessoa tem peso, estatura, cor, idade.
Cada pessoa é diferente.
Algumas pessoas adoram o pôr-do-sol.
Outras preferem lua cheia.
Poucas vivem com muito.
Muitas sobrevivem com pouco.
Umas são ternas.
Umas são tímidas.
Umas são fáceis.
Outras não.
Todas as pessoas são.
Cada uma tem seu jeito de ser.
Cada pessoa tem lá suas qualidades.
Toda pessoa tem também os seus defeitos.
Toda pessoa tem perguntas.
Cada pessoa tem suas respostas.
Toda pessoa tem desejos.
Amores.
Dúvidas.
Certezas.
Cada pessoa tem seus valores.
Todas as pessoas têm o mesmo valor, independentemente dos valores que elas tenham.
Toda pessoa é igual.
Cada pessoa é diferente.
E todas têm os mesmíssimos direitos. “

(Perfil de Leandro Portella no Orkut)






























Agradecimento Especial:

       Não posso deixar de registrar e destacar aqui o meu agradecimento especial ao Leandro Portella por ter permitido que sua história fosse contada em meu Blog.Parabéns por sua história de superação e por ajudar tantas outras pessoas a escreverem também as suas.Continue sendo essa grande pessoa que você é,uma pessoa que não se deixou limitar por nenhuma deficiência. Pois a motivação e a felicidade não estão apenas em andar,estão também na força de vontade em viver!